"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68



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Santos Anjos da Guarda – Memória
Comentário do dia
São João-Maria Vianney (1786-1859), presbítero, Cura de Ars
Sermão para a festa dos Santos Anjos da Guarda (in Sermons, Beauchesne 1925, t. 4)

«Os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de Meu Pai»

Meus irmãos: os anjos da guarda são os nossos amigos mais fiéis, porque estão connosco de dia, de noite, em todos os momentos e em todos os lugares; a fé ensina-nos que os temos sempre ao nosso lado. É isso que leva David a dizer: «Nenhum mal te acontecerá. [...] Ele deu ordens aos Seus anjos, para que te guardem em todos os teus caminhos» [Sl 91 (90), 10-11]. E, para demonstrar como são grandes os desvelos que têm connosco, o profeta diz que eles nos trazem nos braços, como uma mãe leva o seu filho. Ah! É que o bom Deus previu os perigos sem número aos quais seríamos expostos na terra, entre tantos inimigos que não procuram senão a nossa perdição. Sim, são os nossos anjos bons que nos consolam das nossas penas, que nos alertam quando o demónio nos vem tentar, que apresentam a Deus as nossas orações e todas as nossas boas acções, que nos assistem na hora da morte e apresentam as nossas almas ao juiz soberano. [...]



O trato dos anjos com os homens é tão frequente desde o princípio do mundo que a Sagrada Escritura se lhes refere a cada passo. [...] Quase todos os patriarcas e profetas foram por eles instruídos acerca da vontade do Senhor. Muitas vezes até vemos que Deus Se faz representar pelos anjos. Mas, dir-me-eis, se os víssemos teríamos muito mais confiança neles? Se isso fosse necessário para a salvação da nossa alma, o bom Deus tê-los-ia tornado visíveis. No entanto, isso não nos interessa, porque na nossa religião tudo conhecemos através da fé, para que as nossas acções sejam mais meritórias. [...]



Se quereis saber o número dos anjos, as suas funções, dir-vos-ei que são inúmeros: uns foram criados para honra de Jesus Cristo durante a Sua vida oculta, sofredora e gloriosa, ou para serem guardiães dos homens sem que, por isso, deixem de fruir da divina presença; outros dedicam-se à contemplação das perfeições de Deus, ou então velam pela nossa segurança e providenciam todos os meios necessários à nossa santificação. Embora o bom Deus seja auto-suficiente utiliza o ministério dos Seus anjos para governar o mundo.



 
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